Quinta-feira, Abril 24, 2008

O sabor da Liberdade

Viemos com o peso do passado e da semente
esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se ataca na torrente
e a sede de uma espera só se ataca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
só se pode querer tudo quanto não se teve nada
só se quer a vida cheia quem teve vida parada
só se quer a vida cheia quem teve vida parada
Só há liberdade a sério quando houver
a paz o pão
habitação
saúde educação
só há liberdade a sério quando houver
liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir.
     Sérgio Godinho
Escrito por mister em 14:25:18 | Link permanente | Comments (0) |

Quinta-feira, Abril 17, 2008

Eu estou a ler...

Eu estou a ler “A CASA DAS SOMBRAS” de Ana Teresa Pereira
Escrito por mister em 14:25:08 | Link permanente | Comments (0) |

Dia mundial do livro

Ler é a forma mais económica de viajar. Daniel Carvalho
Escrito por mister em 14:14:26 | Link permanente | Comments (0) |

Terça-feira, Abril 08, 2008

Resumo do livro "Histórias da terra e do mar "

A madrinha de Lúcia convidou-a para ir a um baile, mas Lúcia não tinha um vestido de baile, mas o vestido a sua madrinha ia-lhe emprestar e os sapatos Lúcia iria procurar numas caixas velhas. Quando chegou ao baile Lúcia sentia vergonha, por ter um vestido muito feio e as outras raparigas terem vestidos lindos. Durante o baile várias raparigas trocavam com Lúcia por causa do vestido. Mais ou menos a meio do baile um rapaz convidou-a para dançar, mas ele tinha medo porque não sabia dançar contudo deixou-se levar pela música e dançou lindamente. Pouco tempo depois teve o azar de o sapato que tinha encontrado malas velhas ter-lhe saído do pé e ter ido parar ao meio da sala, ninguém descobriu que o sapato era dele porque Lúcia continuou a dançar em bicos de pé A sua madrinha ao fim do baile convidou Lúcia para ir viver com ela. Lúcia não queria deixar os seus irmãos e o pai mas ela sabia que tinha de escolher outro caminho e por fim acabou por aceitar o convite e assim poucos ias depois foi viver com a madrinha. A partir daí Lúcia passou a ter tudo o que queria. Algum tempo depois casou com homem muito rico. Vinte anos mais tarde Lúcia foi a um baile no mesmo sitio do primeiro que ela tinha ido. Lúcia tinha uns sapatos bordados com brilhantes verdadeiros, era tudo o que ela queria. Depois um rapaz começou a falar com ela e estendeu-lhe um sapato horroroso, azul e roto. O rapaz pediu-lhe o sapato do pé esquerdo mas Lúcia não cedia o sapato. O que nunca houve explicação foi o facto de Lúcia ter aparecido com um sapato todo roto e azul, cheio de velor e outro com brilhantes.
Escrito por mister em 09:01:06 | Link permanente | Comments (0) |

Glossário de Teatro

Cenário – Lugar onde decorre a acção. O cenário pode ser construído em tela ou em outros matérias e situa o espectador na época e no lugar em que a história se passa.
Comédia – Peça de teatro de crítica social. O seu objectivo é fazer rir o espectador.
Peça – Texto que serve de base à representação.
Teatro – Lugar onde se representam peças de teatro; conjunto das obras dramáticas de um autor ou de um país; arte de representar; profissão de actor ou actriz; fingimento.
Acção – Assunto, enredo, intriga, história(s) de uma peça de teatro.
Acto – cada uma das divisões de uma peça de teatro, que exige mudança de cenário. Um intervalo marca a passagem de um acto a outro.
Actor – Aquele que representa uma ou mais personagens numa peça de teatro.
Cena – Subdivisão de um acto. Em cada cena, sai uma personagem ou entra outra.
Cenógrafo – Responsável pela criação/execução dos cenários.
Didascálica – Indicação cénica que se refere à caracterização (atitudes) das personagens em vários momentos da peça, à sua movimentação em cena (entrada, saída, etc.), aos lugares em que se passa a história e ao tempo em que ela decorre.
Guarda-roupa – Conjunto de trajes que são pertença de uma companhia de teatro para desempenho dos actores em diferentes peças.
Papel – Parte da peça teatral que compete a cada actor desempenhar.
Contra-regra – Aquele que marca a entrada dos actores em cena.
Deixa – Palavra ou palavras do fim da fala de uma personagem, que determinam quando a outra personagem deve iniciar o seu discurso/a sua fala.
Aparte – Falas de uma personagem que, segundo as convenções (regras) teatrais, se destinam a ser ouvidas pelo público e não pelas outras personagens.
Bastidores – Espaço por detrás e ao lado do palco, fora da vista dos espectadores, onde os actores esperam pela sua entrega e onde se guardam os adereços e outros matérias.
Contracenar – Representar em contracena. Contracena significa estar fora de cena principal. Enquanto algumas personagens dialogam realmente, outras, em contracena, findem dialogar para atingir determinado objectivo.
Palco – Parte do teatro onde os actores representam.
Ponto – Pessoa que, durante a peça e escondida do público, lê o texto, em voz baixa, aos actores quando eles se esquecem das suas falas.
Público – Pessoas que assistem à representação de uma peça de teatro.
Autor/Dramaturgo – Autor das peças.
Caracterizador – pessoa que caracteriza, que cria no actor uma face consentânea ao papel que ele vai desempenhar. Vários recursos/materiais são utilizados para alterar uma face.
Director(a) – Responsável máximo por uma companhia de teatro.
Encenador (encenação) – Aquele que idealiza o espectáculo teatral, dirigindo os actores nos seus papeis, levando à cena um texto original ou adaptação de um original. F
igurista – Técnico do teatro que se ocupa dos modelos, dos figurinos (vestuário, maquilhagem, penteado e outros complementos).
Fotógrafo (fotografia) – Técnico especializado que regista os momentos, as cenas de uma peça de teatro. Pode acumular com as funções de operador de vídeo.
Luminotécnico – O responsável pela iluminação, pelo efeito das luzes em cena.
Produtor (produção) – Cargo que tem como objectivo organizar, coordenador a realização de uma obra artística.
 Sonoplasta (sonoplastia) – Pessoa responsável pela selecção e execução pela selecção e execução dos efeitos acústicos que constituem o fundo sonoro de uma peça de teatro.
Escrito por mister em 08:59:38 | Link permanente | Comments (0) |

Terça-feira, Abril 01, 2008

Biografia de Almada Negreiros

 

 
Filho do tenente de cavalaria António Lobo de Almada Negreiros, administrador do concelho de S. Tomé e de Elvira Sobral, foi educado no Colégio de Campolide, dos Jesuítas, e mais tarde, devido à extinção do Colégio em 1910, e por pouco tempo, no Liceu de Coimbra.

 

Em 1911 ingressa na Escola Internacional de Lisboa, que tem um ensino mais moderno, e onde lhe proporcionam um espaço que lhe vai servir de oficina. e publica o primeiro desenho n'A Sátira. Em 1912 redige e ilustra integralmente o jornal manuscrito A Paródia, reproduzido a copiógrafo na Escola, expõe no I Salão dos Humoristas Portugueses, e colabora com desenhos para várias publicações.

 

Em 1913 realiza a primeira exposição individual, apresentando cerca de 90 desenhos na Escola Internacional, e conhece Fernando Pessoa, que escrevera uma crítica à exposição n'A Águia. Continua a colaborar como ilustrador para várias publicações, e em 1914 torna-se director artístico do semanário monárquico Papagaio Real.

 

No ano seguinte, escreve a novela A Engomadeira, publicada em 1917, onde aplica o interseccionismo teorizado por Fernando Pessoa, abeirando-se do surrealismo. Colabora no primeiro número da revista Orpheu, depreciado por Júlio Dantas, que afirma que não há justificação para o sucesso da revista e para a publicidade feita ao seu redor, afirmando que os autores são pessoas sem juízo. Ainda nesse ano de 1915, Almada realiza o bailado O Sonho da Rosa.
Escrito por mister em 09:53:34 | Link permanente | Comments (1) |